Na manhã desta quarta-feira (13/11), o Simpósio Teoria Crítica da Saúde Digital deu início ao seu terceiro bloco de discussões, com foco nos limites e nas possibilidades da saúde digital no contexto atual.
O primeiro painel discutiu o tema “Saúde Digital como infostrutura: dispositivos e cuidado remoto”.
Felipe Duvaresch (SECTICS/MS) apresentou o papel do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) no avanço da saúde digital, destacando a importância de promover a soberania nacional na produção de tecnologia em saúde.
Guido Lemos Filho (UFPB) abordou a transformação digital na saúde e o impacto de tecnologias emergentes, como a computação quântica e a TV 3.0, para ampliar a acessibilidade e melhorar a comunicação na saúde pública.
Zilma Reis (UFMG) discutiu o modelo híbrido de cuidados, que integra telessaúde e sistemas de prontuário eletrônico, visando facilitar o acesso aos serviços de saúde e aprimorar a continuidade do cuidado.
O segundo painel da manhã abordou o tema “Tendências atuais da Saúde Digital”.
Ilara Hämmerli (Fiocruz/RJ) apresentou uma abordagem crítica sobre a saúde digital, relacionando-a aos princípios da Reforma Sanitária Brasileira e destacando o impacto das tecnologias digitais na saúde coletiva.
Adriana Mallet (SAS) discutiu o papel da telessaúde e da saúde digital como novos paradigmas de humanização no SUS.
Laura Schertel (UnB) tratou dos direitos fundamentais e dos desafios regulatórios da Inteligência Artificial (IA) na saúde, explorando como a IA impacta a sociedade e ressaltando a importância de um arcabouço regulatório adequado para proteger os direitos das pessoas.
Jorge Iriart (ISC/UFBA) explorou os desafios e as críticas em torno do uso de Big Data e da medicina de precisão, abordando as questões éticas e as desigualdades que podem emergir com o uso dessas tecnologias.
O Simpósio Teoria Crítica da Saúde Digital é promovido pela SEIDIGI/MS, em parceria com a Abrasco e o Instituto de Saúde Coletiva da UFBA (ISC/UFBA).