Seja bem-vindo(a) ao Radar da Desinformação! Chegamos a mais um boletim do Projeto Desinformação e Vacinas, desenvolvido pelo PECS/ISC e pelo LABHDUFBA com apoio e financiamento do CNPq. O projeto investiga como as notícias falsas afetam as coberturas vacinais no Brasil, utilizando métodos computacionais para mapear a circulação de conteúdos enganosos em tempo real.
Nesta edição, falamos um pouco sobre a metodologia do nosso projeto.

A queda da cobertura vacinal no Brasil acendeu um alerta nos últimos anos. Embora o país tenha atingido picos de vacinação no passado, os índices vêm caindo.
Hoje, a cobertura vacinal está em cerca de 85%, bem abaixo da meta de 95% necessária para evitar surtos. Um dos principais fatores para essa estagnação é a circulação de informações falsas nas redes. Para entender esse cenário, o PECS e o LABHDUFBA desenvolveram uma metodologia que monitora os chamados “ataques à integridade da informação em saúde”.
A pesquisa utiliza programas de computador para coletar conteúdos em tempo real no WhatsApp, Telegram, YouTube e Instagram, focando na desinformação sobre a vacinação infantil. Essa estratégia multiplataforma evita a perda de dados (que muitas vezes são apagados rapidamente apagados) e permite acompanhar o trajeto da desinformação entre diferentes mídias.
Ao unir ferramentas computacionais com a análise de especialistas em Saúde Coletiva e Ciências Humanas, o estudo consegue mapear o volume, o alcance e o impacto real do conteúdo falso na decisão da população.
Esta é uma parte do conteúdo informativo que estamos divulgando nas nossas redes. Acompanhe o site e o Instagram do PECS/ISC para mais.
Radar
O que estamos lendo e monitorando
Este artigo analisou as metodologias usadas para identificar e mensurar conteúdos enganosos sobre práticas profissionais em saúde nas redes sociais. A pesquisa conclui que nenhum indicador isolado é suficiente para detectar abusos, mostrando que técnicas de inteligência artificial ganham em velocidade, mas exigem validação humana e clínica. Dos 69 estudos revisados, 22 abordavam a desinformação em vacinas.
Esta outra revisão analisou os fatores determinantes da hesitação vacinal contra a dengue no Brasil e os seus impactos na saúde pública. O levantamento revelou que a desinformação, o receio de eventos adversos e falhas na comunicação figuram entre as principais barreiras para a adesão ao imunizante.
O professor do ISC/UFBA André Stangl explica, nesta reportagem do jornal A Tarde, como médicos que nunca existiram são criados com inteligência artificial (IA) e acabam espalhando desinformação sobre saúde. O especialista aponta que esses avatares estão cada vez mais realistas e difíceis de distinguir de uma pessoa real.
Uma reportagem do Nexo Jornal expõe as engrenagens econômicas por trás da disseminação de conteúdos falsos sobre saúde na internet. Os dados explorados pela matéria reforçam que a desinformação na área médica deixou de ser um problema pontual e se consolidou como um mercado altamente rentável.
Evidências apontam que níveis suficientes ou elevados de literacia em saúde podem prever consistentemente a aceitação da vacina contra a Covid-19, como revelou esta pesquisa, que também destaca o papel da enfermagem no combate à desinformação.
A médica infectologista e epidemiologista Luana Araujo responde, em vídeo: Por que o discurso antivacina segue forte?
A Fiocruz publicou uma carta a todos os candidatos e candidatas das eleições de 2026. Entre os pedidos estão ampliar o acesso a informações confiáveis sobre saúde, fortalecer políticas de enfrentamento à desinformação e valorizar a comunicação científica em linguagem acessível. Confira.
Por hoje é isso! Esperamos que tenha gostado e, para mais novidades, acompanhe o nosso Instagram e o site: pecsufba.org.